<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721</id><updated>2011-04-21T22:55:15.308+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas Silenciosas</title><subtitle type='html'>Se a vida é cruel o bastante para te negar um sonho, sê forte o bastante para lhe negar uma lágrima...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-850362865593719513</id><published>2007-03-21T22:48:00.000Z</published><updated>2007-03-21T22:57:48.950Z</updated><title type='text'>Saudades...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RgG3d1wcYpI/AAAAAAAAAAk/J8jlx24Xl8M/s1600-h/teardrop.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RgG3d1wcYpI/AAAAAAAAAAk/J8jlx24Xl8M/s200/teardrop.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044514780906021522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já quase não deves (re)conhecer o homem que há alguns meses aqui passava para te escrever... Ele mudou, mas nem sequer sabe muito bem como ou porquê. Escrevia-te como forma de suprir a falta que lhe fazias, tentanto encontrar em ti algum conforto ao fim de mais um dia igual a tantos outros. A solidão não mudou, nem a cinzentude dos dias repetitivos... Tu estás na mesma, continuas sem existir sem ser na fantasia de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma mente que sonha demasiado, demasiado alto. Então porquê esta sensação de mudança, de que já nada poderá a voltar a ser como dantes? Não sei... De certa forma apenas habituei-me a viver na tua ausência, a aproveitar as migalhas de felicidade que me vou permitindo ter de tempos a tempos. Podia ter sido diferente, sabes? Podia não estar aqui contigo agora. Alguém quase me conseguiu roubar destes nossos pequenos pedaços de monólogo... Ainda dou comigo a pensar o que terei sido na vida dela. Uma aventura? Uma fantasia? Uma esperança? Costumava ser fácil quando nos iam esfaqueando suavemente. As feridas saravam um pouco entre cada estocada, nunca sangravam o suficiente para nos deixar pensativos. Nunca ficávamos a torturar-nos com todas aquelas infimamente pequenas coisas que podiamos ter feito diferentes. Não a censuro... Na realidade não me fez mal nenhum. Apenas teve medo de ver a falta que lhe iria fazer se um dia partisse. Teve medo de magoar-me, de não estar á altura, teve medo de ti, sei lá do que é que ela teve medo. E agora é tarde para explicar-lhe que não precisava (nem queria) que fossem a mesma pessoa. É tarde, muito tarde... Até o dia e o momento, em mais umas das estranhas coincidencias que sempre nos rodearam desde o incio, não podia ter sido mais bem escolhido: Dia do pai. Dois sms em simultaneo, um de despedida, outro da miuda a dizer o quanto tem saudades de mim... Talvez seja só o destino, na sua forma irónica de nos ir moldando a vida, a mostrar o caminho a seguir. Podia ter-lhe dito tanto... Mas há coisas que o orgulho nunca será capaz de ultrapassar, por isso... Resta-me viver um dia de cada vez, o melhor que puder e souber, neste meu canto acolhedor. De vez em quando talvez passe por aqui para escrever-te, para escrever-me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vou ter saudades tuas...&lt;br /&gt;Rui&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-850362865593719513?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/850362865593719513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=850362865593719513&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/850362865593719513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/850362865593719513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/03/saudades.html' title='Saudades...'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RgG3d1wcYpI/AAAAAAAAAAk/J8jlx24Xl8M/s72-c/teardrop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-3279308317530904331</id><published>2007-02-20T23:22:00.000Z</published><updated>2007-02-20T23:37:15.690Z</updated><title type='text'>Ondas do mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RduDPp1cRHI/AAAAAAAAAAY/xsGAt21PIXw/s1600-h/Picture1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 125px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RduDPp1cRHI/AAAAAAAAAAY/xsGAt21PIXw/s200/Picture1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033761313467942002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje não seria o dia ideal que teria escolhido para te escrever. O cansaço das noites mal dormidas não perdoa e a febre enlouquece-nos ao ponto de quase desejarmos uma noite mal dormida, desde que pelo menos possamos estar deitados a descansar o corpo. Escrever assim pode tolher-nos um pouco o fio condutor á escrita, mas também nunca fiz questão de que o meu fio condutor fosse facilmente entendido, ou sequer óbvio. Estou longe do mundo, longe da confusão. A distância, o tempo, a vida e a razão, tudo parece condenar-me a viver sozinho. Não te vejo, não te ouço, não tenho nada palpável que justifique esta espera que te devoto. E, no entanto, há algo que suplanta todos esses obstáculos. Não me peçam que explique algo que só eu sei sentir. Não tenho qualquer resposta para as vossas perguntas racionais e sensatas. O que sei, porque o sinto, é que nada nem ninguém o pode substituir. Porque é a metade que me falta e que me faz caminhar desequilibrado, que me faz sentir incompleto, que me faz procurar, procurar, procurar algo que eu sei bem nunca ter encontrado. É por isso que eu resisto à facilidade com que hoje em dia se deixa tudo para trás, esquecer, apagar do coração. Mesmo que tal fosse possível (não é), se nos esquecemos de nós próprios, no final daremos com nós próprios a chegar á conclusão que nada temos. Quando tudo o resto se vai, são as coisas em que acreditamos que não nos abandonam. Tantas vezes se usa em vão a palavra Amor. Tantas vezes se comete o sacrilégio de se falar de Amor sem saber do que se fala. Ou do que se sente. Amar é carregar a alegria e a dor por termos a nossa Alma invadida por um ser estranho. Amar é sermos levados pela brisa, rodopiarmos com um remoinho e acabarmos arrastados pelo furacão. Como essas ondas do mar que vão e voltam, sempre no seu ritmo compassado, e que nos fazem imaginar sonhos inconfessáveis, ou esperar pelo milagre que trará aquilo porque esperamos a sentar-se ali ao nosso lado. Talvez nunca aconteça, mas amar é transportarmos a razão do nosso amor dia após dia, após dia, após dia. Isso é que deve ser amor. Por isso não devemos deixar de ter esperança. Não porque o saiba de verdade, mas porque o sinto. Gravado na minha Alma da forma mais perene. É esse o amor que eu encontro, sem no entanto o encontrar, todos os dias da minha vida. Não sei se algum dia me completará. Sei que sem ele estarei incompleto...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-3279308317530904331?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/3279308317530904331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=3279308317530904331&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/3279308317530904331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/3279308317530904331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/hoje-no-seria-o-dia-ideal-que-teria.html' title='Ondas do mar'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RduDPp1cRHI/AAAAAAAAAAY/xsGAt21PIXw/s72-c/Picture1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-1558465731431719130</id><published>2007-02-13T21:03:00.000Z</published><updated>2007-02-13T21:15:51.071Z</updated><title type='text'>De regresso a casa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RdIoLp1cRGI/AAAAAAAAAAM/Mqq7qq_KU0E/s1600-h/dfg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RdIoLp1cRGI/AAAAAAAAAAM/Mqq7qq_KU0E/s200/dfg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031127914399941730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabe-nos bem, por vezes, estar sossegados no nosso cantinho, longe do barulho e da correria lá fora. Há quem lhe chame férias, outros afastamento, talvez no fundo seja só uma pausa. Paramos um pouco para reflectir na vida, ver quem somos, para onde vamos, o que andamos cá a fazer. Não voltei mais sábio, mais rico ou feliz. Na realidade acho que até volto mais pobre, estes ultimos meses não foram particularmente meigos. As poucas certezas que tinha (triste sina) vêm reforçadas, as muitas duvidas regressam sem resposta. Mas a verdade é que gosto de escrever e sei que algumas pessoas gostam de me ler, por isso, não virá dai grande mal ao mundo se de vez em quando der largas á caneta aqui. Quando em tempos idos criei este espaço, era apenas o MEU espaço. Um segredo que guardava a minha intimidade, um escape para todo o meu sentir, um museu para algo que eu outrora julgava que me pertencia apenas a mim. Ou também á imaginária destinatária das minhas missivas. No seu inicio não imaginava este refúgio a ser visitado, não me via a partilhá-lo com desconhecidos, não procurava nada nem ninguém. Criei este espaço para desabafar, para poder ouvir o eco do silêncio que ressoava após a libertação das minhas palavras. Aos poucos fui revelando o que guardava cá dentro, convidando pessoas a visitar extratos do meu coração, a sentirem as minhas palavras, a lerem os meus sentimentos. Não o fiz por vaidade, pela popularidade barata que todos nós procuramos, para ouvir elogios ou ser admirado. Fi-lo porque preciso de sentimentos à minha volta, preciso de sentir que toco as pessoas, preciso de as tocar. Nada mais me importa. Em nenhum momento deixei de sentir o que escrevi. Por mais olhos que me olhassem, consegui sempre abstrair-me deles ou, pelo menos, não deixei que estes interferissem na minha forma estranha de sentir. Pelo contrário, deixei que os sentimentos que pairavam à minha volta me inundassem de mais e mais sentimento. Como se tudo fosse uma gigantesca sede de amar que eu sabia nunca vir a ser saciada. Escrevi sobre sonhos e fiz sonhar quem já não os tinha, haverá algo mais importante do que isso? Mas os tempos mudam, nós mudamos, até a nossa forma de avaliar o mundo ao redor muda. Se houve coisa que aprendi nestes ultimos neses (anos?) foi que de facto já ninguém acredita em principes, princesas ou em contos de fadas. Não querendo correr o risco de me tornar um espécime raro, mais vale alinhar pela batuta universalmente aceite de que “os homens são todos iguais”, acenar concordantemente com a cabeça e seguir a minha vida, á minha maneira. Por isso é provável que não venham a ler mais cartas neste espaço, não há espaço para musas numa vida já muito recheada, sejam imaginárias ou reais. Mas mesmo que sejam só os desabafos de um homem comum tentando passar despercebido no meio da multidão, as palavras silenciosas estão de volta. As lágrimas, essas nunca de cá sairam...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-1558465731431719130?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/1558465731431719130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=1558465731431719130&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/1558465731431719130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/1558465731431719130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/de-regresso-casa.html' title='De regresso a casa'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/RdIoLp1cRGI/AAAAAAAAAAM/Mqq7qq_KU0E/s72-c/dfg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-2594839178014874906</id><published>2007-02-13T20:44:00.004Z</published><updated>2009-02-17T20:36:12.200Z</updated><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsfW_WefBI/AAAAAAAAABs/cKiEw-zF5Dk/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303867465982180370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsfW_WefBI/AAAAAAAAABs/cKiEw-zF5Dk/s200/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN" style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;Quase cinco da manhã e o sono não chega. Nem o cansaço me vence, nem a quietude me derruba enquanto espero o raiar do sol no abrigo do carro. Apenas o som esbatido das ondas lá fora e os silvos da tempestade não desistem de me carpir as mágoas. Não sabem ser vencidos, apenas a seguir em frente, como este sono quase perdido... A insaciável sede da caneta que escrevinha desmesuradamente não disfarça o silencioso vazio do banco do lado. Faltas lá tu... Faltam todas as coisas que não vivemos esta noite... A mão que não segurei, o cabelo que não acariciei, o beijo que não roubei... Só não me falta a musica, esta doce melancolia... Quase te sinto aqui nos meus braços, os dois a ver nascer o dia.... E se é certo que o poeta é um fingidor capaz de fingir até a própria dor, tirando este estranho turpor, não há nada de fingido nesta dor que agora fingo. Talvez não seja um poeta fingidor, ou talvez não seja de todo amor, este amor que a ti restrinjo... Não sei ao certo o que te detêm, ou a esse dia que nunca mais vêm, em que te tenha aqui ao meu lado. Talvez presa a um amor que pouco amor têm, um amor que te ame com desdém, ou que sequer te tenha amado... Demasiados talvez numa noite de solidão como esta. Mas não estás cá e as frases soltas escorrem-me pela face a cada lágrima que escrevo... Nem sei se são lágrimas minhas ou palavras tuas... Apenas sei que já não sei muito bem se foi a realidade que ganhou, ou a esperança que perdeu, onde começas tu, ou acabo eu... Sei que se calhar gostas tanto de me ler como eu gosto de te escrever. Sei que a saudade aperta quanto mais nos afastamos das coisas que temos saudade de ter vivido, quanto mais nos aproximamos das que ainda não vivemos. E as viagens feitas em silêncio não perdoam o excesso de tempo para pensar em todos os nadas que nos preenchem o pensamento. De tudo um pouco me assalta a memória. Gargalhadas que dei nos tempos de meninice com o cereja, meu intérpido companheiro de assaltos aos laranjais do palácio de queluz. Lágrimas que chorei quando nem um bago de arroz tinha para dar á miuda em tempos de dificuldade. Raiva que senti quando incontáveis vezes me foram mentido desajeitadamente ao longo dos anos. Milagres que tive de arrancar a ferros quando o tempo para pensar em problemas era pouco e o tempo para inventar soluções menos ainda. Nem só de coisas grandes se vai entretendo a mente á medida que os quilómetros avançam, até coisas comuns com que todas as pessoas comuns se entretêm. Aquela dança que nos imagino dançar, os passeios que se calhar não chegaremos a dar, essa tua vontade de encontrar alguém... O dinheiro da renda que não deixa sobrar muito para o resto das coisas, os putos que cada vez mais luta dão a educar, os tempos que mudam e não voltam a ser como antigamente. Coisas que a todos assaltam a mente, uma ou outra vez na vida enquanto vamos maldizendo a nossa sorte, sem ver que aquele sorriso contagiante que vemos reconfortar-nos todos os dias tem o mesmo azar que nós. Vejo-os um pouco por todo o lado, até nos casalitos que espreitam montras no centro comercial, que tanto me recordam a falta que me fazes, especialmente nestas longas viagens em que chego a casa sem um corpo quente a aqueçer os lençóis frios... Não sei se algum dia me renderei á incerteza de existires ou á improbabilidade de me achares. Sou apenas valente, jamais serei invencivel... Talvez não existas de todo e seja altura de me começar a resignar. Mas enquanto o som esbatido das ondas e os silvos da tempestade não desistirem de me carpir as mágoas, enquanto ouverem quilómetros a devorar em silêncio e a meditar nas agruras da vida, continuarão a escorrer-me frases soltas a cada lágrima que escrevo, nestas noites de solidão em que não estás ao meu lado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-2594839178014874906?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/2594839178014874906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=2594839178014874906&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/2594839178014874906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/2594839178014874906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/solido.html' title='Solidão'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsfW_WefBI/AAAAAAAAABs/cKiEw-zF5Dk/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-386437593133297993</id><published>2007-02-13T20:42:00.000Z</published><updated>2007-02-13T20:43:34.877Z</updated><title type='text'>Desejos Ardentes</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Verdana;" &gt;Como os sinto por vezes... Quantas vezes te imagino assim, nua e crua, gemendo sem fim, uivando para a lua... Esta maldita lua que hoje está cheia, que me atormenta com esta vontade louca de deleitar-me em ti e entregar-me ao pecado. Hoje serias deusa no meu altar de veludo, hoje seria capaz de te fazer quase tudo... Como queria explodir qual vulcão há demasiado tempo adormecido, explorando-te cada recanto escondido como quem tacteia uma peça de barro á medida que lhe vai dando forma. Como queria arrancar esta forma estranhamente gélida de desejar um ser tão abstracto e longínquo quanto tu. Como hoje não pouparia a nada esta boca languida, ávida e sequiosa de que lhe soltem as amarras. Fracassa-me a voz só de imaginá-lo, para que ouçam o meu grito como um uivo louco e perdido, enquanto irrompe de mim a fogueira brutalmente bela que queima e afaga a tua ausência. Em cada rouco gemido, em cada murmurio ardente, refreio desejos incontidos, por este cio demente... Fracassa-me a verve para que se expire este sopro que me toma o ser de rompante. E troco a vontade por uma paz que não existe, sensualmente estranha, só porque o desengano também se finge… Inquieta-me este desejo de inquietude, onde o corpo me leva porta fora nessa trovoada de espírito explosivo, á solta, sem medos nem freio, capaz de me deitar a qualquer beira, com qualquer uma, por uma causa muito menor que a julgada... Parto e fico sem saber porquê, refugiando-me na tranquilidade dos lencóis, hoje muito pouco tranquilos. Invoco qualquer motivo que me justifique a ira, matando assim esta louca vontade á nascença, porque senão a partir de agora seria sempre tudo aquilo que não queria ser se lhe cedesse... As palavras escorregam-me como um ciclone louco que ora me arrasta, ora me mostra dimensões além da pele. Assaltam-me os verbos em agonia como se me maltratassem docemente para me tirar do estado quase insano e brutal em que me encontro... Não sei se fico, não sei se vou, e nestas alturas sou como estes desejos que me atravessam bruscamente a mente: Sinto a ansia à velocidade de um raio de luz, sinto que tenho de parar e não posso, é tudo ambíguo, carnal e insano. Acabo por negar o legado selvagem e seguir extremo, tal como no resto da forma como conduzo a minha vida – Ser o mais diferente possível ou o mais igual aos outros, não sorrir muito ou rir à gargalhada, chorar por tudo ou chorar por nada, sentir o desejo ou reprimi-lo, ser um forte fraco ou um fraco forte, amar ou odiar, fugir ou ficar, falar baixo ou gritar, e ir cada vez mais longe, para que não nos encontrem, por muito que queiramos ser encontrados... Mas o tudo é sempre o nada que nos atormenta e mata... Até nisto há gente que me olha sem me conhecer, sem saber no que penso. Só penso que os conheço a todos tão bem que me desconheço a mim próprio, que lhes adivinho os pensamentos e no entanto sei pouco em que pensar… Não consigo dizer se quero ser encontrado, se sei o caminho de volta, ou sequer se o quero saber… Sei que hoje te queria, aqui, nua e crua, deusa desta maldita lua, escrava dos meus desejos ardentes...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-386437593133297993?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/386437593133297993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=386437593133297993&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/386437593133297993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/386437593133297993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/como-os-sinto-por-vezes.html' title='Desejos Ardentes'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-6151906995696608019</id><published>2007-02-13T20:39:00.000Z</published><updated>2007-02-13T21:07:19.300Z</updated><title type='text'>Onde Andas?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" lang="EN" &gt;Quantas vezes por vingança, fiz do medo segurança, fiz dos sonhos esperança, da alma e corpo valentias. Fiz de conta que era eu, o outro que inventei… Vislumbrei artes e manhas, coisas estranhas, ilusões tamanhas, pequenas ninharias. Coisas sem importância, diria eu, mas nem a mim próprio enganei… Somente me tornei escravo de mim, do tempo que vivi assim e de tudo o que nunca amei… Mas não mais viverei essas ilusórias ilusões, esses tempos idos de um passado ausente, essas vagas recordações, daquele outro escravo demente. O tempo tudo ameniza, e os dias agora correm bem mais suaves, como um amanhecer limpido de primavera. O trabalho corre bem, a vida progride sem grandes sobressaltos, a miuda lá vai crescendo em beleza e sabedoria, pouco mais se poderia desejar para ter uma vida completa e calma. Faltas cá tu, é certo, e quanta falta me fazes por perto, mas ao menos não me falta tudo o resto, como em tempos faltou. É uma felicidade incompleta numa vida recheada. Não se pode ter tudo... E é engraçado como se calhar lês estas cartas e não sabes que são escritas para ti. Nem nunca poderias saber, quando nem eu próprio sei quem tu és. Sei que as escrevo, não sei muito bem porque as escrevo, não sei muito bem para quem. Não é importante... Se tiverem de chegar a ti, de alguma forma chegarão, dizem os que acreditam no destino. Quem sabe se já as lês, se algum dia as lerás, ou se serão apenas escritas, sem que algum dia tenham destinatário. Mas fazes-me falta, faz-me falta a tua companhia... Por muito que goste de escrever, trocaria de bom grado meia centena delas por um calmo anoitecer ao teu lado. Talvez por um belo passeio na praia, talvez numa noite de luar, onde pudéssemos falar pela noite dentro em todas aquelas coisas pequenas e insignificantes de quem fala sem um propósito ou objectivo, só pelos simples prazer de disfrutar de uma agradável companhia. Uma musica suave no carro, dois casacos bem quentes, pois isto de admirar ondas em tempos de vendaval deixa as suas mazelas no corpo. Mas que importa isso? Seria romântico, e eu sou assumidamente romântico. Está fora de moda, eu sei, mas isso é um mito tão grande ou maior do que dizer que os homens são todos iguais. E nunca se sabe, pode ser que tenhas aquele sorriso de miuda que nós homens apreciamos tanto... Pode ser que consigas ler os meus olhos tão bem como eu saberia ler os teus... Quem sabe... Paixão garantida ou desilusão assumida, se é para desejar que seja o desejo de acabares nos meus braços. Afinal de contas não sei quem és, como és, e há que ser exigentes com o que sonhamos... Logo veremos... Para já, quero apenas que saibas que estou bem, que a vida segue serena, que estas cartas são escritas para ti, e que talvez algum dia nos encontremos por ai na estrada do destino. Não é muito para quem tanto para dizer, mas se ao menos leste isto, é porque a parte mais dificil do caminho já foi percorrida, encontraste-me...&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-6151906995696608019?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/6151906995696608019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=6151906995696608019&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/6151906995696608019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/6151906995696608019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/onde-andas.html' title='Onde Andas?'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-653043605429107101</id><published>2007-02-13T20:36:00.003Z</published><updated>2009-02-17T20:38:45.174Z</updated><title type='text'>Suspiros na Noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsgG_GyhWI/AAAAAAAAAB0/BAykL80yj9U/s1600-h/000L051N6Ce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303868290550105442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsgG_GyhWI/AAAAAAAAAB0/BAykL80yj9U/s200/000L051N6Ce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;Não há volta a dar-lhe, nalgumas coisas sou um homem como os outros... E anseio tanto pelo sabor da tua pele como pelo prazer da tua companhia. Não te poderei amar de corpo e alma se só amar a alma, tenho de amar o corpo também, e tu sabe-lo... Terei de despertar a fêmea que aguarda adormecida dentro de ti, adorar-te como mulher que és. E se é certo que outros dias chegarão, esse também acabará por chegar. Numa noite de luar, num beijo arrancado inesperadamente, num desejo reprimido entre a vontade de revelá-lo, não sei, mas surgirá, é inevitável… E nesse momento mágico suspenso no infinito, os meus olhos tocarão os teus e seremos um único. Só então verás o que é ser desejada como só eu te poderei desejar, na plenitude. E então, rebuscando todas as forças reprimidas nas entranhas do meu ser, afastar-te-ei suavemente o cabelo dos ombros e dir-te-ei sussurrando ao ouvido: “quero-te…” Empurrar-te-ei para a cama, sem pudores ou licenças, sem medos ou crenças, amar-te-ei e serei teu, até que por fim me pertenças… Prisioneira da paixão ardente e privada da vontade de fugir, serás escrava dessa vontade demente, desses toques que te farão explodir... Sentirás arrepios, perderás o ar, far-te-ei gemer, far-te-ei gritar… Ficarás ofegante, perderás a razão, amar-te-ei de rompante, amar-te-ei sem perdão… Domar-te-ei esse desejo, entre beijos escaldantes e pernas entrelaçadas, entre gemidos ofegantes e costas arranhadas... Até que por fim, exaustos e aéreos, sem receios ou passado, tu adormecerás no meu peito, e eu adormecerei a teu lado… Dormiremos, espero eu, pois quem não dorme não sonha, e se já não sonhamos com nada neste mundo, deixaria de fazer sentido viver nele. Por isso sonharemos, sonharemos como sonha quem já tem tudo, ou como dorme quem já não precisa de nada. Entre carícias e mimo, de olhos fechados, não precisarás mais pensar, não veremos o mundo que nos rodeia, não nos lembraremos que amanhã será outro dia, não nos lembraremos que ao amanhecer terei de partir… Mas partirei, sabe-lo tão bem como eu… Deixando parte de mim contigo, a lembrança do meu perfume nos teus lençóis, o sabor dos meus beijos no teu lábio, mas partirei... Partirei porque é inevitável… Mas voltarei, todas as noites, entre sonhos e desejos, tão certo como esse dia chegar, tão certo como ansiares esse dia como eu. Só assim serei teu, não há volta a dar-lhe. Assim como não há volta a dar-lhe, nalgumas coisas sou um homem como os outros…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-653043605429107101?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/653043605429107101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=653043605429107101&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/653043605429107101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/653043605429107101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2007/02/suspiros-na-noite.html' title='Suspiros na Noite'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_S35c9dpPW24/SZsgG_GyhWI/AAAAAAAAAB0/BAykL80yj9U/s72-c/000L051N6Ce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24969721.post-115861303072899110</id><published>2006-09-18T21:36:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T21:08:04.503Z</updated><title type='text'>Sonhos á Deriva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: verdana;font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;Mais uma carta, menos um segredo... Mas embora escreva imensas cartas, nunca as envio. E eu sei o quanto gostavas destes meus desgarrados desabafos de alma, meio doces, meio amargos, como este homem que ao longo do tempo aprendeste a conhecer. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Verdana;font-size:12;"  lang="EN" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Meio príncipe, meio ogre… Meio vivo, meio inanimado… Meio ambicioso, meio conformado… Dizem que estamos vivos enquanto ainda respirarmos. No fundo resume-se a isso, diz quem sabe destas coisas. Estamos vivos enquanto respirarmos, ponto final, nada mais é preciso para considerar que ainda estamos vivos. Mas há várias maneiras de nos mantermos vivos para além de respirar, essa parte escapa ao alcance dos eruditos, só sendo compreendida na plenitude por homens simples e comuns como eu. Come-se o suficiente para não morrer á fome, dorme-se o suficiente para não morrer de cansaço, convive-se o suficiente para não morrer de solidão, sorri-se o suficiente para não denunciarmos a tristeza escondida, dá-se o ombro vezes suficientes para passar despercebido que também precisamos de um… Talvez não seja verdadeiramente viver, mas sobrevive-se, é essa a lógica um pouco ilógica da coisa, é o preço a pagar por estes pequenos nadas… E se é sem duvida importante o rumo que tomamos, não deixa de ser igualmente importante (ou talvez até mais) compreendermos se somos apenas arrastados na maré da vida ou se somos donos e senhores do caminho que tomamos, segurando corajosamente o leme desse barco que é o nosso dia a dia. Eu segurei-o, de forma corajosa, persistente e incansável, toda a minha vida adulta. Se houve timoneiro que conheceu tempestades ao longo dos anos ou barco que as atravessou sem vacilar, eu fui um deles. Talvez demasiadas… E no entanto aqui estou, tantos e tantos anos depois, ainda á procura do rumo certo. Com muitas batalhas vencidas, mas também algumas perdidas, nesta eterna guerra a que chamamos felicidade. Nem sempre tive o discernimento de usar a corrente a meu favor quando ela puxava na direcção que eu pretendia ir, poupando assim valiosas forças para lutar contra ela nos dias em que puxava na direcção errada. Agora compreendo, á distância dos anos, porque nem sempre venci algumas batalhas com que me deparei. Talvez esse tenha sido o meu maior erro. Um erro comum, cometido por um homem comum, vivendo a sua vida comum, mas ainda assim um erro. É inegável que guiava o barco, lutava valentemente ao comando do leme, mas não o fazia por mim. Havia sempre alguém que precisava mais de mim do que eu próprio. E assim fui vivendo, em função das marés de outras vidas, de outros timoneiros á deriva que precisavam do meu porto seguro. Vivia mais, mas sobrevivia menos… Hoje ando a aprender a viver mais e melhor, a encontrar o meu rumo, a guiar o meu barco em função das minhas marés, a não lutar contra a corrente a menos que ela me leve para onde não quero ir. O que nos leva a ti, que também andas num barco um pouco á deriva, á procura do teu próprio rumo. Pensando bem nisso, até dá para imaginar uma imagem encantadora, não dá? Um rio sereno, coberto de nevoeiro, ligeiramente silencioso, e lá estamos nós, dois barquitos á deriva que por acaso se cruzam no meio do nevoeiro sem que nada o fizesse prever. Tu dirias qualquer coisa do género: “ainda bem que apareceste, andava aqui sozinha, completamente á deriva” qual donzela em apuros, ao que eu, como bom cavalheiro que sou, responderia: “bem, eu também ando um pouco perdido, mas anda comigo. Eu faço-te companhia, já não estás sozinha e entre os dois haveremos de encontrar o caminho certo”. Como eu disse, uma bela imagem, sem dúvida digna de um belo romance, se algum dia escrever um. Tu e eu, naquele barco perdido no tempo, apaixonadamente á deriva, sem uma única preocupação no mundo, sem necessidade de rumo ou destino. Mas (e nestas coisas das fantasias há sempre um “se” ou um “mas”) é apenas uma bela imagem. Um precioso “mas”, que nos puxa de novo á terra e impede de andarmos constantemente a sonhar, de outra maneira andaríamos sempre á deriva, seja na imaginação, seja no quotidiano. E fantasias á parte, não és uma donzela em apuros, felizmente. És uma das mulheres com mais garra e determinação que alguma vez conheci, não tenho a mais pequena duvida que encontrarás o teu rumo um dia. É certo que essa candura esconde por vezes alguma insegurança e solidão, mas é quase imperceptível, não te preocupes. Poucas pessoas além de mim se devem aperceber dela. É a tua maneira de sobreviver, de procurares o teu rumo. Nem certa nem errada, simplesmente a tua, é tudo. No entanto isso não de detém de perseguires os teus sonhos, tens-me ensinado um pouco do que não aprendi no passado sobre viver e sobreviver. Por isso, em jeito de tributo, vou contar-te um segredo, ensinar-te uma arma contra esses dias menos serenos. Quando o nevoeiro estiver um pouco mais denso na tua vida, quando andares um pouco mais perdida e á deriva, fecha os olhos e vai por alguns instantes aquele rio distante onde em tempos nos cruzámos e as nossas almas vagueiam apaixonadamente á deriva. Eu estarei lá á tua espera, o teu porto seguro onde podes descansar e sentir-te protegida. E depois, quando te sentires de novo restabelecida, regressas ás tuas batalhas diárias que travas com tanta garra, mais forte por saberes que não estás sozinha nesse teu barco da vida. Quanto a mim… Bom, alguns de nós estão condenados a remar eternamente sozinhos... Não conheço o destino da minha viagem ou sequer se algum dia lá chegarei. Mas não fiques triste por mim. De tempos a tempos, vislumbro o teu rosto por entre a névoa, como ele era, sorrindo carinhosamente, dando alguma cor e luz aos meus dias cinzentos. E enquanto isso acontecer, será mais fácil enfrentar as tempestades. Se algum dia deixar de o ver… Chorarei as minhas lágrimas silenciosas, mas continuarei a remar. Um pouco mais pobre e sozinho, mas nunca desistindo, como sempre fiz toda a vida. Não é por acaso que me chamam príncipe valente…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24969721-115861303072899110?l=lagrimas-silenciosas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/feeds/115861303072899110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24969721&amp;postID=115861303072899110&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/115861303072899110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24969721/posts/default/115861303072899110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimas-silenciosas.blogspot.com/2006/09/end.html' title='Sonhos á Deriva'/><author><name>Rui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04338469132591042065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry></feed>
